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Uma ação de fiscalização do Instituto Água e Terra (IAT) em Cruz Machado, resultou em um grave episódio de ameaça contra servidoras públicas e na autuação da Prefeitura Municipal por crime ambiental. Máquinas da administração municipal foram flagradas realizando serviços em uma Área de Preservação Permanente (APP) dentro de uma propriedade privada, que, segundo informações apuradas, pertence ao sogro do atual vice-prefeito do município.
De acordo com o Instituto Água e Terra, a equipe do Escritório Regional de União da Vitória (ERUVI), composta exclusivamente por mulheres, foi até o local após o recebimento de uma denúncia anônima sobre movimentação de solo irregular. No momento da abordagem, as agentes foram recebidas com extrema agressividade. A situação evoluiu rapidamente para ameaças de morte e ofensas verbais.
Segundo o relato das fiscais, um homem no local afirmou que “mataria as agentes” e ameaçou “fechar os portões” para impedir que deixassem a propriedade. O proprietário também teria declarado que preferia ser atendido por homens, alegando que, dessa forma, poderia “resolver no soco”, além de proferir outros insultos de caráter intimidatório.
Diante das irregularidades, o IAT lavrou quatro Autos de Infração Ambiental (AIA), autuando tanto o proprietário quanto o município de Cruz Machado pela intervenção em área de preservação permanente. O proprietário também foi multado por obstrução à fiscalização, conforme o artigo 77 do Decreto Federal nº 6.514/2008.
Além das penalidades administrativas, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, onde foi registrado um boletim de ocorrência por ameaça contra o agressor.
Em nota oficial, o Instituto Água e Terra reforçou que o comportamento hostil e ameaçador não apenas coloca em risco a integridade física dos servidores, mas também constitui crime e tentativa de obstrução de um serviço público essencial à preservação ambiental.
Da redação com informações de: Canal4, Jornal Folha de Irati.






