imagem: reprodução/ Facebook
Uma criança de 4 anos sofreu uma queda nas dependências da Escola Municipal Pedro Antônio Molinari, em Inácio Martins, e foi diagnosticada com uma fratura na cabeça. O caso aconteceu na tarde de terça-feira (29) e gerou forte comoção entre familiares, que ainda aguardam esclarecimentos da instituição de ensino sobre o que de fato ocorreu.
Segundo relatos à reportagem da Interativa, a criança teria caído por volta das 16h. No momento do incidente, a escola teria comunicado à responsável que “não foi nada grave”, justificando a não solicitação imediata de atendimento médico. No entanto, ao ser buscado por uma familiar, o menino já apresentava sinais de agravamento do quadro, como vômito com sangue e desmaios.
A criança foi levada às pressas à Unidade de Pronto Atendimento do município, onde recebeu os primeiros cuidados. Ainda conforme informações repassadas pelos familiares, a médica de plantão identificou uma fratura na cabeça e determinou a transferência do menino para um hospital em Ponta Grossa, devido à gravidade da lesão.
O tempo entre a suposta queda e o atendimento médico também levanta preocupações. Conforme os responsáveis, a escola informou que o acidente aconteceu por volta das 16h, mas a criança só foi levada ao posto de saúde após as 17h, quando foi buscada por uma parente.
A família afirmou que solicitou imagens das câmeras de segurança da escola para entender melhor o que aconteceu, mas até o momento não obteve retorno. Segundo foi informado aos familiares, a liberação das imagens dependeria de um parecer jurídico.
A criança segue internada, sem previsão de alta, e aguarda avaliação de um médico cirurgião. Familiares acompanham o caso de perto e pedem explicações sobre a conduta da escola diante da situação.
Diretora da escola detalha atendimento e diz que sinais de gravidade não eram visíveis no momento da queda
Procurada pela Interativa, a diretora da Escola Municipal Pedro Antônio Molinari falou com exclusividade sobre os procedimentos adotados no dia do ocorrido. Segundo ela, a equipe prestou os primeiros socorros e tentou contato com os responsáveis, mas não houve retorno imediato.
“Quando ocorre alguma emergência, devemos imediatamente buscar atendimento médico. Porém, quando não são situações de risco, deve-se chamar o responsável pela criança. Nós não vimos a queda. Um outro aluno relatou para a estagiária que o Pietro havia caído. Ela o encontrou sentado, consciente e chorando. O trouxe até a professora e ela veio com ele até mim. Ele tinha esfolados abaixo do ombro e um pequeno esfolado na orelha. Além disso, um pouco de sangue saiu do nariz. Fizemos os procedimentos de primeiros socorros, que aliás temos formação. Ele andava e falava normalmente. Na cabeça não havia nada aparente.”
A diretora relatou ainda que tentou contato com a mãe e a avó do aluno, mas não obteve retorno. Segundo ela, a criança chegou a ser levada para casa por funcionários da escola, mas como não havia ninguém no local, foi trazida de volta para a unidade.
“Eu tenho o contato da mãe. Enviei mensagem pelo WhatsApp e fiz ligação. Ela não atendeu. Então tentei entrar em contato com a avó. Da mesma forma, não atendeu. Então, eu, a professora e um outro professor que estava de carro o levamos para casa. Mas não tinha ninguém lá. O trouxemos novamente para a escola, ele andando e conversando normalmente. Mas queríamos os responsáveis, pois além de ele estar com os esfolados, ele queria a avó.”
A informação de que a tia seria a responsável naquele momento só foi repassada posteriormente, de acordo com a diretora. Ela também explicou que não acessou imediatamente as câmeras de segurança por estar com um novo celular e ainda não ter reinstalado o aplicativo de visualização, mas garantiu que todas as imagens estão salvas na Secretaria de Educação.
“Para nós, enquanto escola, é importante que os familiares vejam as filmagens, pois assim irão ver que ele não desmaiou e que agia normalmente. Sei que foi grave a situação e estamos rezando para que ele se recupere, afinal é nosso aluno e muito especial para nós. Mas só fomos saber da gravidade da situação quando os familiares o levaram ao hospital. Na verdade, me preocupei no momento em que a tia chegou e ele vomitou. Mas somente nesse momento ocorreu vômito. Desde a queda não havia acontecido.”
A diretora reforçou que a escola dispõe de testemunhos de profissionais que acompanharam a situação e imagens que, segundo ela, mostram que a criança estava consciente e ativa após a queda.
“Nesse momento, só o que queremos é que nosso aluno se recupere. Todos da Escola Molinari estamos em orações. Quanto às acusações, responderemos tudo o que for necessário. Temos registros, testemunhas dos profissionais que estavam ali naquele momento e as filmagens das câmeras que mostram que, apesar da queda, no ambiente escolar não havia sinais de gravidade na criança. Então o que foi possível fazer naquele momento, fizemos. Sentimos muito pela família.”
A reportagem também entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação de Inácio Martins, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno. A Interativa seguirá acompanhando o caso.






