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A situação da causa animal em Inácio Martins voltou a ser discutida publicamente após uma publicação feita por representantes do setor, que questionam a falta de continuidade em ações de controle populacional de cães e gatos no município. O tema ganhou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o aumento de animais em situação de rua e o andamento de programas públicos voltados ao bem-estar animal.
Atualmente, cães em situação de abandono são observados em diferentes pontos da cidade, o que tem gerado reclamações de moradores e preocupações relacionadas à segurança, saúde pública e circulação em vias urbanas. A publicação apontou dificuldades na manutenção de parcerias e na execução de ações como a castração de animais.
Em entrevista à Interativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Eder Lopes, explicou que, em 2025, a secretaria optou por ampliar o programa municipal, que inicialmente era voltado apenas às castrações. Segundo ele, mais de 500 castrações de cães e gatos já foram realizadas no município. A proposta do novo programa incluía, além da esterilização, serviços de cuidado e bem-estar animal, como fornecimento de medicações e atendimento a animais vítimas de trauma.
De acordo com o secretário, para viabilizar a execução do projeto foi protocolado, em junho de 2025, um pedido de abertura de licitação junto ao setor responsável. Ele afirmou que o município não possui estrutura própria para executar os serviços, sendo necessária a contratação de uma empresa terceirizada. Eder Lopes destacou ainda que a Secretaria de Meio Ambiente mantém diálogo com a causa animal, citando o apoio da ONG São Francisco de Assis e do Conselho Municipal de Meio Ambiente. Para 2026, o secretário informou que, além do programa municipal que aguarda a conclusão do processo licitatório, o município deverá ser contemplado com o projeto Castra Pet, do Governo do Estado.
O presidente da ONG São Francisco de Assis, Luiz Alberto Nunes de Oliveira, o Betinho, confirmou que a ausência de castrações regulares tem impactado o controle populacional. Segundo ele, desde o primeiro semestre de 2025 a entidade busca junto à prefeitura a continuidade do programa.
Betinho afirmou que, na avaliação da ONG, a Secretaria de Meio Ambiente cumpriu os procedimentos necessários. “A Secretaria do Meio Ambiente fez tudo correto. Toda a documentação foi feita”, declarou. Ele relatou ainda que esteve na prefeitura em diferentes oportunidades para tratar do assunto, mas que questões burocráticas continuam impedindo a publicação do edital.
O presidente da ONG também informou que articulou uma emenda parlamentar no valor de 200 mil reais, por meio do deputado estadual Paulo Litro, destinada à causa animal e já disponível para o município. Em relação ao aumento de animais em situação de rua, Betinho avaliou que a interrupção das castrações compromete os resultados obtidos em anos anteriores. “A forma mais eficaz de combater esse problema é a castração, é a esterilização. Perdemos um ano, e tudo o que foi feito anteriormente acaba sendo impactado”, declarou.
Segundo o presidente da ONG, a prefeitura havia confirmado que até a próxima sexta-feira o edital de licitação seria publicado, a Interativa procurou a prefeitura na tarde de segunda-feira (08), por meio da assessoria de imprensa, para questionar sobre o atraso na licitação e os fatores que estariam ocasionando o entrave no processo, bem como a confirmação da data de publicação, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta.







